Tuesday, November 28, 2006

algo assim pra eternidade

Os sábados são mesmo dias especiais.
Ao sair da Oficina de Documentário, peguei o carro e recebi uma ligação de Círia. Luís Capucho estava em Santa Rita do Passa Quatro e, juntamente com Pedro Paz, nos convidou para uma festa lá, era aniversário de Pedro.

Esperamos a chuva passar e pegamos a estrada. Hermeto, Círia e eu. Foi uma hora de viagem e confissões. Memorável. Estranho ter um conforto para falar um monte com alguém que a gente conhece há pouquíssimo tempo. Isso prova que tempo não é o mais importante para uma amizade.

Acredito que já estou me adaptando com esta sensação de conhecer amigos virtuais. E acho que estou acertando nas imagens que ando traçando das pessoas. Conversei com Luís sobre conhecer as pessoas através de blogs, sem exatamente conhecê-las pessoalmente e ele dizia ver isso como a arte, como uma ficção, mas que era interessante ter estes retornos mais imediatos que conseguimos com este tempo real da internet. Ou algo assim, afinal nós divagamos sobre este tópico por um tempo e não sei se captei tudo o que discutimos.

A festa estava boa, a família de Pedro Paz tem uma forte energia e parecem todos artistas cantando, interpretando e dançando. Em tempo, Pedro é figurinista e trabalhou no SBT desde Éramos Seis.

Curtimos a festa, mas Círia tinha vôo marcado de volta para Belém. Nos despedimos na estrada onde ela partiu de ônibus. Deixou saudade.

Santa City (como chamam) é bonita e bem pacata, tão pacata que no domingo me lembrei de Blecaute, de Marcelo Rubens Paiva, pelo silêncio que se ouvia nas ruas da cidade. Por outro lado, dentro das casas as festas não paravam.
Além de Pedro como cicerone, Malú também foi outra pessoa querida que nos recebeu super bem. E foi para casa dela que fomos no domingo para comemorar o aniversário de sua mãe, Dona Ruth.
Me senti um invasor na casa que parecia ser desenhada por Gaudí, mas novamente encontrei ótimos anfitriões que me deixaram muito à vontade. Luís pediu café, eu tomei cerveja.

Luís me fez companhia e conversamos sobre mulheres bonitas, cartas na rua de Charles Bukowski, ilustrações de César Lobo para o seu livro e para o disco da Mathilda Kóvak, Jornalismo, Letras, Papucaia, fontes de inspiração, vi o Cinema Orly, entendi muito melhor o que é este grande figura, e claro, falamos também sobre música.

Minhas queridas amigas Li Dias e Simone Carvalho chegaram, Luís pegou meu violão e aí o som rolou. Um show particular para os amigos presentes. Uma delícia!

Os finais de semana é que me dão energia para tocar a rotina massacrante dos dias da semana. E que venha o próximo sábado.

Para encerrar, faço minha as palavras de Mathilda Kóvak:

Para Deus, o Nada não existe, Luís.
Você respira. Você é profano. Você é sagrado. Você é tudo. Você é massa.
Você é Missal quotidiano no extraordinário.
Longa vida ao poeta.


Prazer em conhecê-lo, Luís.
E agora vamos botar os planos em prática!

Comments:
oi, shiraga,
eu adorei que vocês tivessem vindo para a festa. Pedro também curtiu, eu sei. Sobre o improviso de nossa conversa, bom, é isso aí..rrrs.
Eu adorei, muito bom, valeu que vieram...
 
Caro Shiraga!
Achei muito bacana o seu post com relação ao meu níver, as festas produzidas pela minha mãe e minhas tias são muito comoventes, educativas, culturais, enfim, de tudo um pouco, todos que participam pela primeira vez ficam impressionados pela união e pelo amor que vibra no ar, uma vibração que vem desde a Bisa até o mais novo da família.
A sua presença, da Círia e do Luís pra todos nós foi muito bem vinda, prometo que na próxima produção, com certeza estarão na lista de convidados.
Santa City, além de ser pacata, sempre digo que é uma cidade morta. Por eu ser metropolitano, demorei pra me adaptar com a morbidez.
A minha amada Malu é simplesmente singular, de uma simplicidades indescritível, adoro passar as tardes queimando carne na linda fortaleza de Gaudí. (risos)
Vamos manter contato para combinar sobre o Capucho.

Meu, foi muito bom te conhecer!

Um forte abraço,

Pedro Paz

*****
 
Fábio, eu frequentei muito Santa Rita do Passa Quatro, terra de Zequinha de Abreu, o compositor de Tico-tico no fubá. Minha familia tem uns sitios ali. Minha tia sempre dizia que é um dos pontos onde mais caem raios no Brasil. Dizia que é porque o subsolo é rico em ferro. Voce me perguntou tudo isso? Não? Dá na mesma, me deu vontade de falar disso. Bem, logo te mando um email. Abraços.
 
Opa, muito bem vindas estas informações, Flavio!
***
Legal, Pedro! Agora eu agradeço a visita aqui. Vocês são jóia rara.
***
Não dá para descrever tudo, ou todas as viagens, né Luís? Mas que venham mais conversas!

Abraços.
 
são sábados assim que dão ânimo para a semana que sei inicia.

eu quero logo as minhas férias, porque ultimamente meus sábados tem se resumido a ficar em casa devido ao vestibular.


Abraços!
Dre
 
Fábio querido,
Pensei no nome para o blog. Não cheguei a nenhuma conclusão. Mas, gostei do designer do blog do Biajone. Que te parece? Te mando e-mail já, já...
Círia
 
Ei, manda teu e-mail para mim. Escrevi, mas voltou.
Bjs
Círia
 
Queria atualizar o blog, mas tô podre de sono.

Vou cair na cama.

Amanhã eu escrevo, ou não. :o)
 
pô, olha só...
ia falar se vc não quer tomar uma lá em casa no sábado, fim de tarde, começo de noite.
que talz?
combina com andré, leva mais algum truta.
:>)
 
Sempre uma delicia passar por aqui e curtir suas aventuras!
 
Bom te ver por aqui, Rita!

***

Bia, meu velho. Valeu o convite.
Que tal marcarmos um outro sábado!?
 
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